19/09/2023 16h13min - Geral
11 meses atrás

Aves são sacrificadas e barreiras montadas após caso de influenza aviária em MS

Medidas sanitárias foram montadas em área de até 10 km do foco

CGNews ► Medidas sanitárias já foram tomadas na região do foco

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Campo Grande News


Após a confirmação da presença do vírus da IAAP-H5N1 (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade) em propriedade de Bonito, a 257 quilômetros de Campo Grande, todas as aves do local foram sacrificadas e outras medidas de contenção e erradicação do foco foram tomadas, segundo informou a Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

De acordo com o diretor-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, Daniel Ingold, diz que o proprietário informou da mortandade de aves no local na semana passada. “Foram feitos os exames e enviados para o laboratório de Campinas e foi confirmado se tratar de um caso de H5N1 que é a influenza aviária", explicou.

A propriedade rural é de criação de aves domésticas de subsistência, distante 130 quilômetros de granjas comerciais. 

De acordo com a agência, a distância considerável contribui para conter a disseminação do vírus.

Segundo Ingold, entre as medidas sanitárias, equipes volantes foram montadas na região, fazendo vigilância ativa para verificar se o vírus se propagou no espaço. 

“O trabalho é bastante intenso e compreende ainda outro tipo de vigilância até 7 km da fazenda. Ou seja, até 10 km do foco é montada toda uma estrutura rigorosa de fiscalização e vigilância sanitária", explicou.

Este foi o primeiro foco da doença registrado no Estado, e o terceiro em aves de subsistência detectado no Brasil, enquanto já foram registrados 100 focos em aves silvestres.

Para qualquer informação adicional ou notificação de casos suspeitos, a população pode utilizar o número de telefone do whatsapp (67) 9961-9205, o "Notifica Iagro". É importante destacar que não há mudanças no estado sanitário perante a OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal), uma vez que não há registro dessa doença na produção comercial da região. 

 CAMPO GRANDE NEWS