Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Dourados News
Os bancários da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira, dia 10. O indicativo é para Dourados e região, seguindo uma decisão nacional da categoria que não aceitou a proposta de ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) apresentada pelo banco.
Durante a paralisação, devem ficar disponíveis somente os caixas eletrônicos e transações via aplicativo do banco. Além disso, há serviços como saques que podem ser feitos através de lotéricas. A medida da categoria afeta o atendimento interno das agências.
O presidente do Seeb-Dourados (Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Dourados e Região), Janes Estigarribia, explica que em Dourados funcionários de todas as unidades do banco já demostraram interesse em aderir à mobilização.
A entidade ainda representa a categoria em mais 12 municípios, sendo que desses há agências da Caixa em Fátima do Sul, Caarapó, Itaporã, Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul e Maracaju.
A REIVINDICAÇÃO
A decisão de entrar em greve foi tomada durante Assembleias Gerais Extraordinárias na quinta e sexta-feira, dias 3 e 4, quando foi deliberado sobre a proposta final de acordo apresentada pela Caixa. A maioria das bases sindicais, incluindo Dourados, rejeitaram o que foi apresentado e decidiram pela greve.
“Se ela [a Caixa] fizer uma proposta diferente da que está lá, a gente chama uma Assembleia para avaliar. Então, para terminar [a greve], só se a Caixa chamar uma nova negociação e fizer uma proposta melhor do que foi oferecido”, explica o presidente.
INDEFINIÇÃO NO BB
Já no caso do Banco do Brasil, 39 sindicatos aprovaram a proposta apresentada pela instituição, incluindo Dourados. No entanto, foram vencidos pela maioria composta por 60 entidades que rejeitaram o que foi apresentado e querem a retomada das negociações. Caso a iniciativa não tenha andamento, não está descartada a possibilidade de greve também nessa instituição.
“Dia 9 [quarta-feira], vai ser assinado o acordo dos bancos privados, juntamente com os bancos públicos. Aí a gente vai ter uma definição correta a respeito de como vai ficar o Banco do Brasil”, explica Estigarribia.
Para os bancos privados, a proposta negociada em CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) numa mesa única com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), foi aceita pela categoria nas assembleias da semana passada.
fonte douradosnews