Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Assessoria de Comunicação
A fiscalização realizada pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul na Penitenciária de Naviraí, na sexta-feira (25), terminou sem a localização de materiais ilícitos na unidade. Durante a ação, não foram encontrados celulares, drogas ou bebidas artesanais, assim como nenhum outro material proibido.
A operação integrou a MUTE Pantanal, denominação adotada em Mato Grosso do Sul para a Operação MUTE, mobilização nacional coordenada pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) para o enfrentamento da comunicação ilícita e a identificação de possíveis vulnerabilidades nas unidades prisionais.
Além dos materiais ilícitos, a fiscalização também não encontrou cigarros, item proibido na unidade após uma campanha de saúde que envolveu os internos.
A ação em Naviraí fez parte de uma sequência de grandes operações realizadas pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul em diferentes regiões do Estado.
Na segunda-feira (28), a MUTE Pantanal chegou ao Estabelecimento Penal Masculino de Corumbá, e nesta quarta-feira (30), a fiscalização se concentra na Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, já tendo passado também pela Penitenciária de Dourados e pelo presídio de Coxim.
Durante as operações, são realizadas revistas em celas, galerias e demais áreas das unidades, com emprego de equipes especializadas e recursos tecnológicos, como equipamentos de varredura e georradares.
A fiscalização é orientada por informações operacionais e de inteligência e integra as ações permanentes de segurança penitenciária desenvolvidas pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul.
Fiscalização e tecnologia
A MUTE Pantanal utiliza tecnologia como ferramenta complementar à atuação dos policiais penais. Os equipamentos empregados durante as fiscalizações auxiliam na identificação de possíveis materiais e pontos que possam demandar uma verificação mais detalhada.
A mobilização também se soma à Operação Modo Avião, que utiliza equipamentos capazes de detectar sinais de telefonia móvel e já foi realizada em 16 estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul em 2026.
Segundo o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, a atuação integrada permite ampliar a capacidade de fiscalização e direcionar os recursos disponíveis de acordo com as informações obtidas pelas equipes.
“Esse modelo combina monitoramento, análise de informações, planejamento operacional e presença dos policiais penais nas unidades, permitindo identificar possíveis vulnerabilidades e atuar de forma preventiva”, comenta.
Fonte Assecom /Agepen