06/10/2026 09h32min - Geral
4h atrás

Mesmo com mais votos que eleitos, três candidatos ficaram fora da Alems

Ter mais votos que um candidato eleito não garante uma vaga


CGNews ► Mesmo com mais de 20 mil votos os três ficaram de fora na ALEMS

Odilo Balta / jornalcorreiodosul@terra.com.br
Fonte: Campo Grande News


Ter mais votos que um candidato eleito não garante uma vaga na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Os candidatos derrotados Luiza Ribeiro (PT), 

Junior Mochi (MDB) e Marcelo Miranda (PP) terminaram a eleição deste domingo (4) como suplentes, embora tenham superado a votação de alguns dos eleitos. Isso ocorre porque o sistema proporcional considera tanto os votos de cada candidato quanto o desempenho de seu partido ou federação para distribuir as 24 cadeiras.

Na votação de primeiro turno, Luiza somou 25.472 votos, Mochi recebeu 23.721 e Marcelo teve 23.112. Os três superaram, por exemplo, Pedrossian Neto (Republicanos), eleito com 19.516 votos, e Paulo Duarte (PSDB), que conquistou uma cadeira com 20.029.

Para deputado estadual, a eleição não funciona como uma lista em que os 24 candidatos mais votados do Estado ficam com as vagas. 

Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o sistema considera os votos recebidos pelos partidos e pelas federações, incluindo os votos dados diretamente à legenda, para distribuir a representação no Legislativo.

Apesar de não conquistar o mandato, os três candidatos destacaram o reconhecimento ao trabalho desenvolvido e avaliaram o peso do desempenho coletivo no resultado.

A atual vereadora de Campo Grande Luiza Ribeiro ficou atrás de quatro candidatos da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB: Zeca do PT, Tiago Botelho, Gleice Jane e Pedro Kemp. Como o grupo conquistou quatro cadeiras, as vagas ficaram com esses candidatos.

Apesar de não conquistar o cargo, Luiza avaliou positivamente sua primeira candidatura a deputada estadual e destacou os 21.037 votos recebidos em Campo Grande. Na avaliação da vereadora, sua votação ajudou o grupo a conquistar a quarta cadeira na Assembleia.

“Nosso resultado foi fundamental para a 4ª vaga do PT na Alems. Ficamos por pouco do 4º lugar, ocupado por um deputado com mais de seis mandatos, em nossa primeira candidatura a deputado estadual”.

Sobre as regras eleitorais, Luiza defendeu a representação por partidos. “O sistema proporcional aos partidos é uma realidade já consolidada em muitas democracias, pois a representação parlamentar não se vincula ao candidato ou à candidata, mas sim ao partido político que representa”.

No MDB, Junior Mochi ficou atrás de André Puccinelli (MDB), que recebeu 40.602 votos. O partido conquistou uma cadeira, ocupada pelo ex-governador. 

Assim, a votação de Mochi, embora superior à de alguns eleitos de outras legendas, não foi suficiente para lhe garantir o mandato.

O deputado afirmou que a expectativa era de eleger dois representantes do MDB. “Nós não tivemos votos suficientes para eleger dois. Então, cabe à gente compreender essa dinâmica, essa matemática na contagem dos votos e na possibilidade de os partidos conquistarem as vagas”, disse. 

Fonte Capograndenews.com.br